Energia solar ganhando a importância que ela merece

Com o conhecimento sobre energia solar sendo difundido amplamente no Brasil e a dependência hidrelétrica das chuvas, elemento que se torna cada vez mais imprevisível à medida que avançam as mudanças climáticas, a pressão para que o governo invista e apoie essa fonte de energia está funcionando.

Uma carta do Greenpeace, enviada para os presidenciáveis, resultou em ótimas diretrizes para a política nacional de energia, no programa de Marina Silva. Tais como aumentar a proporção de energias renováveis na matriz energética, reduzir o consumo absoluto de combustíveis fósseis, descentralizar e democratizar a geração e o armazenamento de energia, estabelecer a meta de construir 1 milhão de casas com sistemas de autogeração de energia, a partir de painéis solares fotovoltaicos, e 3 milhões de casas com aquecimento solar de água até 2018.

Ja foi instalada em Tubarão, no sul do estado de Santa Catarina, a maior usina solar do Brasil. A Usina Cidade Azul comporta mais de 19 mil placas fotovoltaicas. Os painéis recebem a radiação solar, geram energia em corrente contínua, vão para inversores, que transformam a energia alternada e depois vão para transformadores que elevam para a tensão de energia que é entregue à Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina). Instaladas as margens da BR-101, essas placas absorvem essa radiação transformando-a em energia, podendo produzir até 3 Megawatts de energia em um dia de sol forte, tendo uma média anual prevista de 2,5 mil casas abastecidas por dia. A usina Cidade Azul é um laboratório em escala real, varias mini-usinas dentro de uma única, com três diferentes tecnologias fotovoltaicas e cinco diferentes inversores. O objetivo é avaliar a diferença de cada tecnologia em diferentes condições climáticas.

A energia solar precisa ampliar sua participação na matriz energética no Brasil, já que somos o país com maior quantidade de radiação solar do mundo. O lugar menos ensolarado do pais recebe 40% mais de energia que o lugar mais ensolarado da Alemanha, que está entre os países que mais investiu nessa fonte nas ultimas décadas.

 

Ana Clara Zorowich
Redação Ecoeficientes

 

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