Mercado Central de Belo Horizonte

 

O Mercado Central de Belo Horizonte, patrimônio histórico tão emblemático para os mineiros, existe há mais de 80 anos e mantém até hoje sua estrutura espacial, a organização das lojas em anéis concêntricos e os percursos perimetrais e radiais.

Foi iniciada, em 2010, uma campanha da Nestlé “A cozinha está no coração dos mineiros. E é na cozinha que a gente se encontra” que criou ações em torno da culinária, atividade que tem grande importância para a população mineira. A Nestlé, em parceria com o mercado central, inaugurou em agosto de 2011 a cozinha escola, projeto que proporciona uma troca de experiências gastronômicas para a população.

O projeto tem sua superfície formada pela malha trançada de bambus e delimita o espaço da cozinha-escola com certa transparência. A escola-culinária, com estrutura de bambu, mostra que o lugar tem ingredientes especiais para o futuro seguindo o caminho da sustentabilidade social e ambiental.

Lúcio Ventania, mestre bambuzeiro de 45 anos, aceitou o desafio de fazer uma obra desse porte, em um prazo de quatro meses, em um dos lugares mais visitados e cultuados pelo povo mineiro. “Considero a obra como a vanguarda da sustentabilidade no Brasil. Apesar de o bambu expressar tanto rigor estético e de ter propriedades físicas e mecânicas comparáveis com as do aço, do ferro e do concreto, o material ainda não foi devidamente reconhecido e utilizado no país”, explica.

O reconhecimento do bambu e sua utilização podem crescer, com ajuda do projeto para desenvolvimento da cadeia produtiva do bambu, na região do distrito de Ravena, dirigido por Lúcio Ventania. “É uma nova referência para a sustentabilidade e a inclusão definitiva do bambu como elemento de destaque para a arquitetura, engenharia, mobiliário e design. Mas também, principalmente, porque acrescenta ao conceito de sustentabilidade oportunidades reais para que a sociedade participe como protagonista na construção de um novo mundo, mais justo e mais ecológico”, define.

 

Visite a página do projeto CerbambuRavena

Ana Clara Zorowich
Redação Ecoeficientes

 

 

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