Marizá – Centro de treinamento de Agroecologia e Agricultura Criativa

Marizá é um centro de treinamento em Agroecologia e Agricultura Criativa, onde muitos que vêm estão em fase de transformação em suas vidas.

Este ano, estamos oferecendo Vivências Individuais, um programa intenso e transformador focalizado no indivíduo.

Com este programa, você poderá aprofundar em ramos de interesse, como:

– Hortas super produtivas
– Curas alternativas
– Comunicação com a natureza
– Adubação e inoculação
– Manejo holístico de animais
– O êxodo urbano triunfante

Se você está interessado em participar, mande um e-mail para epicentromariza@gmail.com e indique suas datas de vinda. O programa custa 300 reais por semana e inclui tudo: quarto, comidas deliciosas e muita alegria.

 

Sobre o Marizá:

Este Projeto de Vida foi começado por Marsha Hanzi, fundadora do Instituto de Permacultura da Bahia, em conjunto com três vizinhos em março de 2002 em cima de areia nua ( após uma plantação de melancia) Só existiam dois cajueiros gigantescos no terreno de 7 hectares (Vovô e Vovó) e uma capoeirinha ao longo de um riacho seco. Esta região(de Caldas de Jorro) é rica em águas subterrâneas, mas em Marizá estas costumam ser salobras. A água do poço do projeto é relativamente boa.

O primeiro ano, 2003, foi de “chegar”- criar uma estrada, cercar os 7 hectares, fazer as primeiras construções (cozinha com área, banheiros e sala). Este foi um ano de El Niño, que significa seca extrema para esta região e sobreviveu muito pouco das primeiras tentativas de plantio.

O segundo ano de 2004 foi de “estruturação” – implantação dos sistemas de água com sisternas para captação de chuva e um poço de 21 metros de profundidade, moradia para a Marsha e definição das áreas de plantio. Uma roça redonda, de 7,900 metros quadrados, produziu amplas quantidades de melancia, feijão de corda, aipim e sorgo nas chuvas de verão (dezembro-fevereiro), mas deu resultados insatisfatórios nas chuvas de inverno. Esta roça hoje é bastante “evoluida” em termos agroflorestais, contendo muitas plantas nativas que são usadas para criar cobertura e adubo natural (especialmente a jurubeba, a rainha do nosso sistema).

O ano de 2005 foi o de aperfeiçoamento dos sistemas já implantados. A roça vai ser dividida em três partes(nas chuvas de inverno ,que começam em maio): uma para milho e feijão verde, uma para aipim e uma para produção de matéria orgânica (descanso). Vamos nos dedicar mais tempo às árvores e menos às culturas anuais, que podemos adquirir facilmente dos vizinhos. O nosso terreno arenoso não é próprio para milho
( mas produz melancia muito bem!)

Em 5 anos as árvores deveriam entrar em plena produção. Estas incluem: cajú, manga, goiaba, pinha, mangaba, murici, umbú, cajá, licori, acerola, jamelão, madeiras, e árvores leguminosas (como adubo e forragem).

Em Marizá vivenciamos o tempo orgânico, cíclico, não linear. Estes ciclos são marcados por celebrações, que vão desde pequenos momentos de reflexão a grandes festas envolvendo a vizinhança toda. As celebrações sempre marcaram a passagem do tempo na vida agrícola. São de vários tipos:

  1. Ritos de passagem da Terra – mudanças de estação (solstícios, equinócios, lua cheia etc.);
  2. Épocas agrícolas: de plantio, de colheita. No Brasil constuma-se festejar o primeiro milho com receitas especiais, que na região de Marizá é “Munguzá”, grãos inteiros de milho socados no pilão e cozidos com leite, açúcar e canela em imensas panelas, ao longo de muitas horas.
  3. Ritos de passagem pessoais: aniversários, casamento, chegadas, partidas, etc. Em Marizá constumamos a fazer uma “festa dos Arianos” por haver muitos arianos na vizinhança ( inclusive a Marsha).
  4. “Pow-wow”. Festival dos índios norte-americanos, onde a tribo se encontra para dançar por volta da fogueira, festejar, namorar, trocar sementes e informações.

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